Análise de risco de crédito: qual a melhor forma de fazer

A análise de risco de crédito é a avaliação da capacidade de uma pessoa ou empresa de pagar de volta um crédito obtido. No caso de empréstimos e outras operações financeiras, a análise de crédito serve para reduzir o risco nas operações e garantir que o tomador será capaz de pagar o valor tomado.

Para isso, a análise de crédito deve incorporar tanto fatores qualitativos quanto quantitativos. A boa notícia é que a evolução da tecnologia tornou o processo de análise muito mais rápido, barato e, ainda mais importante, preciso.

No artigo de hoje, vamos te mostrar a importância de fazer uma análise de crédito eficaz e qual a melhor forma de fazê-la na sua empresa!

A importância de fazer uma análise de risco de crédito eficaz

A análise de crédito serve para determinar o risco de crédito de um tomador. Esse risco representa o potencial de perda financeira decorrente do não pagamento do principal e dos juros gerados nas condições do empréstimo.

Os juros, inclusive, são uma forma de compensar o credor pelo risco de crédito. Por isso, a análise de risco de crédito também é utilizada para definir o percentual de juros que será cobrado na operação.

Isso porque quando o tomador do empréstimo não cumpre suas obrigações, há uma interrupção nos fluxos de caixa do credor, que deve ser recompensado caso isso aconteça. Portanto, quanto maior for o risco de crédito de um tomador, maiores serão as taxas de juros cobradas. Da mesma forma, aqueles com baixo risco podem ter seus juros reduzidos.

A realização da análise de risco de crédito, portanto, ajuda o credor a determinar a capacidade do tomador de cumprir as obrigações do crédito, a fim de se proteger da perda de fluxos de caixa e reduzir a gravidade das perdas.

Quais fatores avaliar em uma análise de risco de crédito?

Os analistas de crédito podem usar várias técnicas de análise financeira para obter números mensuráveis ​​que quantificam o risco de crédito. No entanto, as principais delas se baseiam em alguns fatores chamados de “5 Cs do crédito”.

Esses fatores são utilizados para definir o perfil do tomador, aprovar ou não o crédito e, caso aprovado, definir a porcentagem de juros. Conheça abaixo quais são os 5 Cs do crédito:

Caráter

Esses são os fatores que definem a reputação do tomador. Aqui, o credor avalia a confiabilidade do mutuário no mercado. Para isso, são analisados pontos como histórico de pagamento (o quão bom pagador o mutuário é), tempo no mercado ou idade, referências profissionais, entre outros. Em geral, essa análise é qualitativa e permite ao credor formar uma primeira impressão sobre o mutuário.

Capacidade

Este é talvez o mais importante dos cinco fatores. A capacidade refere-se à capacidade do mutuário de pagar o crédito obtido. Aqui, a análise de risco de crédito passa a ser quantitativa, e o credor utiliza dados como fluxo de caixa do tomador para identificar a “sobra” no seu balanço que poderá ser utilizada para pagar o empréstimo. O histórico de pagamentos e outros fatores são considerados como determinantes da capacidade provável da entidade de reembolsar o empréstimo.

Capital

Este fator se refere ao capital do tomador. Ele mede a capacidade do tomador de pagar de volta o empréstimo mesmo se não tiver fluxo de caixa de entrada o suficiente. É feita, portanto, uma análise do patrimônio líquido do tomador e de possíveis outras rendas que possam complementar o fluxo de caixa do mesmo e ajudar na quitação da dívida.

Colateral

O colateral (garantia) é uma forma de garantia que o mutuário fornece ao credor para tomar o empréstimo. Caso o crédito não seja pago, a garantia poderá ser utilizada para mitigar os danos financeiros do mutuário.

Condições

As condições levam conta fatores do presente para determinar o futuro de um tomador e definir sua capacidade de reembolso no longo prazo. Para isso, é preciso analisar os motivos pelos quais o empréstimo é realizado, seja para gerar capital de giro, comprar novos equipamentos, pagar dívidas ou expandir as operações da empresa.

Aqui, também são avaliados fatores macroeconômicos, como perspectivas para a economia do país e saúde do setor, que podem afetar o desempenho do mutuário no futuro.

Como fazer uma análise de risco de crédito eficaz

Ao analisar esses fatores, o credor pode reduzir o risco financeiro geral ao que a organização está exposta. No entanto, se antigamente este processo era manual e, portanto, demorado, hoje ele pode ser realizado de uma maneira muito rápida e automática.

A evolução da internet e de sistemas de análise de dados colocou nas mãos dos credores as ferramentas necessárias para fazer uma análise de crédito precisa e em questão de segundos.

Sistemas de gestão conectados aos principais bureaus de crédito automatizam o processo de análise de todos os fatores que impactam nos 5 Cs do crédito, reduzindo o trabalho e aumentando a produtividade. A análise realizada por meio da tecnologia também reduz as possibilidades de erros, eliminado ainda mais os riscos para o credor.

É claro, nenhuma análise de crédito é 100% livre de erros. No entanto, utilizar as ferramentas certas deixará sua empresa em uma posição mais segura na hora de fazer a cessão dos créditos.

Para continuar aprendendo e saber tudo sobre como o processo de cessão de crédito deve funcionar na sua ESC, veja nosso artigo e saiba tudo sobre como uma Empresa Simples de Crédito opera para garantir o seu sucesso!

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