Securitizadora de crédito financeiro: quais são os participantes?

securitizadora de crédito financeiro

A securitização não é nova no Brasil. Na década de 90, grandes empresas como Embratel e Varig utilizaram a securitização para antecipar o recebimento de créditos oriundos de suas vendas. No entanto, foi apenas nos anos 2000, com a criação de legislações específicas sobre o assunto, que a securitização realmente se popularizou.

Nos últimos anos, a tecnologia de securitização tem transformado o mercado de crédito brasileiro. Antes dominado pelos grandes bancos comerciais, o mercado de crédito ganhou uma nova cara com a adesão da securitizadora de crédito financeiro, a empresa responsável por tornar a securitização uma realidade.

Nesse modelo de negócio, é a securitizadora quem transforma os títulos de crédito de seus clientes em valores mobiliários que podem ser negociados no mercado de ativos. Dessa forma, a securitização surge como uma nova oportunidade para empresas gerarem fluxo de caixa, sem ter que se comprometer em novas dívidas.

Mas como funciona uma securitizadora de crédito financeiro? Se você está pensando em abrir a sua, chegou ao lugar certo! Abaixo, explicamos quem são os participantes no processo de securitização para que você saiba tudo sobre o assunto! Acompanhe:

Os 11 participantes em uma securitizadora de crédito financeiro

A securitização não é uma opção para poucos: pelo contrário, cada dia mais pequenos e médios empreendedores têm procurado uma securitizadora de crédito financeiro como alternativa para gerar caixa e conseguir financiamento.

Apesar de parecer complexo, o processo é bem simples e com papéis bem definidos, conforme mostraremos abaixo, explicando o que cada um dos 11 participantes de uma securitização faz. Veja só:

1. Tomador

O primeiro participante é, claro, a empresa que quer securitizar seus títulos e duplicatas, chamada de tomador. O tomador é o cliente da securitizadora de crédito financeiro. É ele que procura a empresa em busca de adiantar os valores dos seus recebíveis. Esses recebíveis podem ser oriundos de vendas a prazo, contratos de aluguel, parcelas de financiamento e muito mais. Ao securitizar seus recebíveis, o tomador garante o recebimento dos valores de forma antecipada, podendo aplicar o montante no negócio, seja para arcar com custos de gestão ou investir no crescimento da empresa.

2. Devedor

O devedor é o responsável por pagar a dívida que deu origem ao recebível. Por exemplo, no caso dos recebíveis de aluguel, o devedor é o inquilino; no caso de vendas a prazo, o devedor é quem comprou o produto ou serviço. O devedor não é impactado no processo de securitização. Isso também permite que seu relacionamento com o tomador permaneça inalterado.

3. Securitizadora de crédito

É quem, efetivamente, transforma os títulos de crédito em valores mobiliários. A securitizadora recebe os créditos do tomador, faz a antecipação do valor a ele, e transforma os valores em títulos, seja por meio de Debêntures, do Certificado de Crédito Imobiliário (CRI), do Certificado de Crédito Agrícola (CRA) ou dos Fundos de Direitos Creditórios (FIDC). Ela também é responsável por todos os detalhes da operação, incluindo o pagamento de juros e principal para os investidores. Deve ser autorizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

4. Investidor

Os investidores são aqueles que compram os títulos emitidos pela securitizadora. Por se tratar de uma aplicação de renda fixa, e com risco menor do que ativos comparáveis, as Debêntures, o CRI, CRA e o FIDC têm entrado cada vez mais nos radares dos investidores que buscam uma boa remuneração com um risco moderado.

5. Assessor jurídico

Uma transação típica de securitização envolve vários detalhes e documentos que, se feitos sem os devidos cuidados, podem causar prejuízos à securitizadora de crédito financeiro. Dessa forma, é essencial que a empresa conte com o apoio de um assessor jurídico, que será responsável por averiguar a legalidade dos termos e por auditar as operações para dar segurança a todas os participantes.

6. Servicer

O tomador tem a possibilidade de entregar os cuidados do relacionamento e cobrança junto ao devedor para outra parte — a essa parte damos o nome de servicer. O servicer apoia a securitizadora no acompanhamento dos recebíveis, ou seja, é ele quem realiza as cobranças junto aos devedores e monitora as duplicatas que ainda estão pendentes de pagamento.

7. Agente de monitoramento

No caso dos recebíveis no mercado imobiliário ou agrícola, é interessante que a securitizadora conte com o suporte de um agente de monitoramento. É ele quem ficará responsável por acompanhar o andamento de obras ou da produção agrícola para garantir que tudo está conforme previstos e que a securitizadora de crédito financeiro não terá prejuízos com a securitização daqueles créditos.

8. Agente custodiante

Por se tratar de um processo com riscos, toda a documentação de uma operação de securitização deve ser guardada com segurança. O agente custodiante é quem faz a guarda desses documentos e garante a proteção dos dados caso sejam solicitados para fins comprobatórios no futuro.

9. Agente fiduciário

Alguns títulos emitidos pelas securitizadoras podem utilizar o chamado regime fiduciário, quando os créditos são mantidos em um patrimônio separado do patrimônio da securitizadora. O objetivo é dar mais segurança aos investidores e, para isso, deve existir um agente fiduciário que seja responsável por monitorar as contas com o interesse dos investidores em mente.

10. Agência de rating

A agência de rating é quem classifica os títulos emitidos quanto ao risco de crédito. Essa classificação serve para informar os investidores qual o nível de risco da operação, para que eles possam tomar decisões de investimento mais embasadas.

11. Central depositária (B3)

Por último, temos a central depositária, responsável pelo registro, guarda, liquidação e negociação dos títulos. No Brasil, esse papel é realizado pela B3, a bolsa de valores de São Paulo.

O processo de securitização pode parecer complicado no início, mas tem trazido lucros para quem se dedica a entender os detalhes e apostar em sistemas que permitam a melhor gestão da securitizadora de crédito financeiro.

Para saber mais, conheça os primeiros passos para abrir uma securitizadora agora mesmo!

 

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