Os tipos de factoring representam diferentes formas de estruturar operações de fomento mercantil, cada uma com impactos diretos sobre risco, controle, tributação e escalabilidade do negócio. Para quem deseja operar no mercado de crédito via factoring, entender essas diferenças ajuda a operar com segurança, conformidade e previsibilidade.
Embora o fomento mercantil seja consolidado no Brasil há décadas, ainda há lacunas na compreensão de suas diferentes modalidades. Na rotina do mercado, é comum ver operações mal classificadas, contratos genéricos e controles frágeis, principalmente quando o crescimento acontece sem método.
Além disso, a atividade costuma ser aprendida “na prática”, o que eleva o risco de falhas na formalização jurídica e operacional das transações. Por isso, conhecer as modalidades é fundamental para quem deseja escalar a operação sem aumentar riscos.
Neste artigo, apresentamos as principais modalidades de factoring, convencional, maturity, trustee e fomento à produção, explicando como funcionam, quando fazem sentido e quais controles cada uma exige.
Continue a leitura para ver:
- Quais são os tipos de factoring
- Como funciona o factoring convencional
- Quando faz sentido o factoring maturity
- O que muda na prática com o factoring trustee
- Fomento à produção
- Diferença entre as modalidades de factoring
- Riscos e vantagens de cada modalidade
Quais são os tipos de factoring
Os tipos de factoring podem ser compreendidos como modelos diferentes de fomento mercantil, definidos principalmente pela forma como o crédito é tratado, pelo nível de risco assumido pela factoring e pelo tipo de serviço prestado ao cliente.
Embora todas as modalidades estejam dentro do conceito jurídico de factoring, elas não são iguais do ponto de vista operacional, contratual e fiscal. Cada tipo altera:
- A responsabilidade pelo risco de inadimplência;
- O momento em que ocorre o fluxo financeiro;
- A natureza da relação entre factoring, cedente e sacado.
As principais modalidades praticadas no mercado brasileiro são: factoring convencional, factoring maturity, factoring trustee e fomento à produção. A escolha entre elas deve considerar o perfil do cliente, o risco da operação e a capacidade de controle da empresa.
Na prática, é possível operar mais de uma modalidade, mas isso exige processos bem definidos e um sistema para factoring capaz de registrar corretamente cada tipo de operação, evitando confusões que podem gerar riscos tributários e jurídicos.
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Como funciona o factoring convencional
O factoring convencional é a modalidade mais comum no mercado e costuma ser a porta de entrada para muitas empresas que começam a atuar no fomento mercantil.
Nesse modelo, a empresa de factoring adquire créditos originados de vendas mercantis ou da prestação de serviços, normalmente representados por duplicatas, cheques ou outros recebíveis comerciais. A operação envolve a cessão definitiva desses créditos, sem direito de regresso contra o cedente em caso de inadimplência do sacado, desde que não exista vício no título.
Dessa forma, a factoring assume integralmente o risco de crédito da operação. Por esse motivo, a análise do sacado é um dos pontos mais importantes dessa modalidade. Avaliar capacidade de pagamento, histórico e concentração de carteira é fundamental.
Do ponto de vista operacional, o factoring convencional exige:
- Precificação adequada do risco;
- Controle detalhado dos títulos adquiridos;
- Acompanhamento constante da carteira e dos vencimentos;
- Correta apuração tributária.
À medida que o volume cresce, a complexidade aumenta. Empresas que operam factoring convencional com controles manuais tendem a enfrentar inconsistências e perda de visibilidade. Por isso, o uso de um sistema especializado é uma questão de segurança.
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Quando faz sentido o factoring maturity
O factoring maturity mantém a lógica do fomento mercantil, a diferença está na estrutura: não há antecipação de recursos ao cedente. O pagamento dos créditos ocorre apenas no vencimento.
Na prática, esse modelo prioriza a gestão de contas a receber em detrimento do aporte financeiro imediato. A factoring assume atividades como controle, cobrança e acompanhamento dos títulos, mas sem desembolsar capital no início da operação.
O factoring maturity costuma fazer sentido quando:
- O cedente busca organização financeira e previsibilidade;
- A factoring deseja reduzir exposição financeira imediata;
- Existe interesse em construir relacionamento de longo prazo.
No entanto, o maturity exige atenção técnica. Erros de classificação podem gerar questionamentos fiscais, especialmente se a operação for confundida com prestação de serviços genérica.
Por isso, o sistema utilizado deve diferenciar claramente operações maturity das demais modalidades, garantindo registros adequados, contratos coerentes e rastreabilidade completa.
– Leia também: Como funciona a cobrança extrajudicial em empresas de Factoring
O que muda na prática com o factoring trustee
No factoring trustee, a empresa não adquire os créditos e tampouco antecipa recursos. Sua função é atuar como gestora dos recebíveis do cliente, prestando serviços especializados de administração financeira.
Entre as atividades comuns dessa modalidade estão:
- Controle da carteira de recebíveis;
- Gestão de cobranças;
- Relatórios financeiros detalhados;
- Acompanhamento de inadimplência.
Como o risco de crédito permanece com o cedente, o factoring trustee configura-se como uma terceirização estratégica da gestão financeira.
Na prática, o principal cuidado está em não confundir trustee com aquisição de créditos. Misturar essas modalidades pode gerar enquadramentos inadequados e riscos de compliance.
Empresas que operam trustee com escala dependem fortemente de sistemas capazes de separar operações, manter contratos organizados e oferecer visão clara da carteira administrada.
Fomento à produção
O fomento à produção é uma modalidade menos conhecida, mas extremamente relevante em determinados setores. Nesse modelo, a factoring apoia financeiramente o processo produtivo antes mesmo da existência de um crédito formalizado.
Em vez de adquirir um recebível já constituído, a empresa antecipa recursos para viabilizar a produção, que posteriormente dará origem às vendas e aos créditos.
Essa modalidade é comum em cadeias industriais, agronegócio e operações com ciclos financeiros mais longos. No entanto, o risco é significativamente maior, pois envolve:
- Incerteza quanto à geração do crédito;
- Prazos maiores;
- Dependência do desempenho operacional do cliente.
Por isso, o fomento à produção exige controles rígidos, contratos bem estruturados e acompanhamento contínuo. Neste cenário, sistemas especializados, como o DIFACT, são fundamentais para vincular desembolsos, contratos e recebíveis futuros, mitigando riscos operacionais.
– Leia também: O que é escalabilidade e como implementá-la na sua Factoring
Diferença entre as modalidades de factoring
As modalidades de factoring se diferenciam principalmente por três eixos centrais: transferência de risco, momento do fluxo financeiro e natureza da relação contratual.
No factoring convencional, o risco é transferido à factoring. No trustee, permanece com o cliente. O maturity altera o momento do pagamento, enquanto o fomento à produção antecipa recursos antes da formação do crédito.
Essas diferenças impactam diretamente a gestão, a tributação e a forma como a operação deve ser controlada. Compreender essas nuances previne equívocos regulatórios, como a confusão entre o fomento e o mútuo (empréstimo), garantindo a conformidade da operação.
– Leia também: É obrigatório ter contador para operar factoring?
Riscos e vantagens de cada tipo
Cada tipo de factoring apresenta vantagens e desafios específicos. O factoring convencional permite maior giro de capital e potencial de retorno, mas exige análise rigorosa do risco de crédito.
O maturity reduz exposição financeira, mas demanda precisão operacional. O trustee minimiza risco financeiro direto, porém depende de contratos claros e controles eficientes. Já o fomento à produção amplia oportunidades, mas eleva significativamente a complexidade e o risco.
Em todos os casos, o que mais importa é a capacidade de controle da operação.
Por que cada modalidade exige controles diferentes
Cada modalidade de factoring gera impactos diferentes em contratos, tributação, risco e gestão da carteira. Operar diferentes tipos sem diferenciação adequada aumenta consideravelmente o risco operacional.
Planilhas ou sistemas genéricos raramente oferecem a profundidade necessária para lidar com essas diferenças. À medida que a empresa cresce, a falta de visibilidade se torna um gargalo.
A Decisão Sistemas desenvolve softwares especializados para factoring focados em controle, conformidade e escalabilidade.
FAQ: dúvidas frequentes sobre tipos de factoring
Factoring é a mesma coisa que empréstimo?
Não. Factoring envolve prestação de serviços e, em alguns casos, aquisição de créditos mercantis, não concessão de empréstimo.
Qual o tipo de factoring mais seguro?
Depende do perfil da operação. Trustee e maturity tendem a ter menor exposição financeira, mas exigem controles específicos.
É possível operar mais de um tipo de factoring?
Sim, desde que haja separação clara das operações e controle adequado.
A legislação permite todas essas modalidades?
Sim, desde que respeitados os limites do fomento mercantil e a correta formalização contratual.
Preciso de sistema para operar factoring?
Não é obrigatório por lei, mas é essencial para quem busca segurança, escala e compliance.
Conhecer a fundo os tipos de factoring é o que sustenta uma operação segura e escalável
Entender os tipos de factoring é o que sustenta decisões mais seguras, contratos bem estruturados e uma operação preparada para crescer sem perder controle.
Cada modalidade tem objetivos diferentes e impõe exigências específicas de gestão, risco e conformidade. Quando essas diferenças não são compreendidas desde o início, o resultado costuma ser retrabalho, riscos desnecessários e dificuldades para escalar.
Para empresários que entram no mercado de crédito via factoring, o desafio não está apenas em escolher a modalidade certa, mas em operar com método. Isso significa ter clareza sobre como os cálculos são feitos, como os riscos se distribuem, como os contratos devem ser formalizados e como a carteira precisa ser acompanhada ao longo do tempo.
Por isso, a tecnologia é parte estrutural do negócio. Um software especializado em factoring permite separar modalidades, evitar erros operacionais e tributários, ganhar agilidade no giro de capital e transmitir credibilidade a cedentes e sacados.
A Decisão Sistemas oferece soluções tecnológicas para quem precisa operar factoring com segurança, clareza e escala, sempre respeitando os limites do fomento mercantil e as boas práticas do mercado.
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Almir Firmino é sócio fundador da Decisão Sistemas, empresa especializada em desenvolvimento de softwares para gestão de operações de crédito para os segmentos de Factoring, Securitizadoras e Empresas Simples de Crédito (ESC), aplicando as melhores técnicas e processos disponíveis em tecnologia da informação.



