Título judicial e extrajudicial: conheça os tipos de execução de dívidas

Título judicial é um documento emitido pelo Poder Judiciário, por meio de uma sentença, decisão ou ordem judicial.

Esse tipo de título é utilizado para reconhecer uma obrigação ou direito, como por exemplo uma sentença que determina o pagamento de uma dívida.

Já o título extrajudicial é um documento que não é emitido pelo Poder Judiciário, mas que possui força executiva.

São exemplos de títulos extrajudiciais as notas promissórias, cheques, duplicatas, contratos de financiamento, empréstimo e outros documentos que estabelecem uma obrigação de pagamento.

Ambos os tipos de títulos podem ser utilizados para garantir o cumprimento de obrigações e, em caso de não cumprimento, podem ser objeto de execução judicial.

No entanto, os procedimentos de execução podem variar de acordo com o tipo de título e a legislação aplicável.

Quer entender melhor do que se trata o título judicial e extrajudicial? Neste artigo, vamos abordar o assunto e falar sobre as principais características desses dois tipos de títulos na execução de dívidas. Acompanhe para conhecer mais sobre o assunto!

Como funcionam os processos de Execução Judicial?

A execução judicial é um procedimento que tem como objetivo forçar o cumprimento de uma obrigação reconhecida em um título judicial ou extrajudicial.

O processo de execução judicial começa com a instauração de uma ação executiva pelo credor, que deverá apresentar o título que dá origem à execução.

A execução judicial segue com a citação da parte devedora, por meio de uma notificação oficial de que a decisão foi emitida e que é necessário cumpri-la.

A parte devedora tem um prazo para apresentar sua defesa, se desejar. Se não for apresentada defesa, o juiz autorizará a realização da execução.

Uma vez autorizada, o processo de execução solicita às partes envolvidas que cumpram com o acordo estabelecido na sentença. Esta pode envolver a entrega do bem em questão, pagamento de dinheiro ou outra obrigação estabelecida na sentença.

O juiz também pode permitir que a parte credora tome medidas para satisfazer seu direito, como buscar o bem em questão ou retirá-lo do devedor.

Uma vez que todas as obrigações estabelecidas na decisão judicial tenham sido cumpridas, a parte credora recebe uma cópia da sentença confirmando a conclusão do processo de execução judicial.

Características dos títulos extrajudiciais

Os títulos extrajudiciais possuem força executiva, ou seja, são documentos que podem ser executados diretamente, sem a necessidade de um processo judicial prévio.

Isso significa que são documentos de reconhecimento de direitos ou obrigações geradas fora do ambiente judicial e, caso o devedor não cumpra a obrigação estabelecida no título, o credor poderá ingressar diretamente com uma ação de execução.

Eles possuem autonomia em relação ao negócio jurídico subjacente, ou seja, a validade e a eficácia do título não dependem da existência ou da validade do negócio jurídico que lhe deu origem. Isso significa que o título extrajudicial pode ser válido e executável, mesmo que o negócio jurídico subjacente seja inválido ou ineficaz.

Muitos títulos extrajudiciais são padronizados por lei ou por entidades reguladoras, o que significa que eles seguem um modelo preestabelecido. Isso facilita a circulação e a negociação desses títulos, pois todos os participantes do mercado conhecem as características e as regras aplicáveis.

Eles estabelecem que determinada pessoa tem direito a algo ou deve cumprir com alguma obrigação. É comum que as partes envolvidas tenham acordos escritos que são embasados por títulos extrajudiciais.

Os títulos extrajudiciais possuem prazos para pagamento ou para cumprimento da obrigação, 

que são estabelecidos no próprio título ou na legislação aplicável. Caso o devedor não cumpra o prazo, o credor poderá ingressar com a ação de execução.

Muitos títulos extrajudiciais são negociáveis, ou seja, podem ser transferidos de um titular para outro por meio de endosso ou de cessão de crédito. Isso torna esses títulos mais líquidos e facilita a captação de recursos pelos emissores.

De maneira geral, é importante que os títulos extrajudiciais sejam assinados pelas partes e testemunhas.

Além disso, dependendo do tipo, é fundamental que sejam registrados nos órgãos competentes para garantir validade legal. Dessa forma, os títulos extrajudiciais podem ser utilizados no âmbito judicial para a defesa de direitos e obrigações das partes envolvidas.

Entendendo as diferenças entre a Execução Judicial e a Extrajudicial

A principal diferença entre a execução judicial e a extrajudicial está na forma como elas são iniciadas e conduzidas. 

Enquanto a execução judicial é um procedimento que se dá no âmbito do Poder Judiciário, a execução extrajudicial é um procedimento que pode ser conduzido por particulares, sem a necessidade de intervenção judicial.

Porém, muitas vezes fica difícil entender as diferenças entre esses dois tipos de execução. Por isso, é importante conhecer como funcionam cada um deles.

Execução judicial

A execução judicial só pode ser iniciada depois que o credor ingressar com uma ação judicial, que será analisada e decidida pelo juiz.

Ela visa assegurar o cumprimento da sentença proferida pelo Juiz. O prazo para ela ser iniciada é logo após o trânsito em julgado da decisão judicial.

A execução judicial pode ser mais demorada, já que depende da movimentação do processo no Poder Judiciário, que pode ser afetada por fatores como a sobrecarga de trabalho e a complexidade do caso.

Neste procedimento, o devedor tem seus bens penhorados ou sequestrados para garantir o pagamento da dívida, em caso de não pagamento espontâneo.

Porém, o devedor pode apresentar garantias para suspender a execução, como um depósito em juízo, um seguro garantia ou uma fiança bancária.

Execução extrajudicial

Já a execução extrajudicial é aquela iniciada por ato unilateral do credor. Nesse caso, não há necessidade do trânsito da sentença judicial.

Basta um título extrajudicial que contenha uma obrigação líquida e certa, como uma nota promissória, um cheque ou uma duplicata.

O credor pode usar esse procedimento desde que sejam preenchidos os requisitos legais relacionados ao título executivo extrajudicial.

Já que o credor pode tomar medidas diretas para cobrar a dívida, a execução extrajudicial pode ser mais rápida.

Na execução extrajudicial, embora o devedor possa oferecer garantias, o credor pode decidir se aceita ou não.

Por fim, o credor pode realizar a penhora de bens diretamente, sem a necessidade de autorização judicial.

É importante salientar que a escolha entre as execuções judicial e extrajudicial depende das características do caso concreto e das opções disponíveis para o credor. Em muitos casos, pode ser necessário recorrer a duas formas de execução para garantir o recebimento da dívida.

É preciso conhecer bem as peculiaridades de cada uma para saber qual a melhor estratégia a ser adotada na cobrança de uma dívida.

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Agora que você já conhece os dois principais tipos, que são distinguidos por título judicial e extrajudicial, é importante entender quando cada um pode ser usado.

A Execução Judicial é a melhor opção para aqueles casos em que o devedor não tem bens suficientes para cobrir a dívida.

Já na Extrajudicial, é possível realizar a cobrança com maior rapidez e menores custos para quem está devendo.

Para resumir, podemos dizer que os processos de execução judicial e extrajudicial são importantes ferramentas utilizadas pelo credor para alcançar o pagamento da dívida.

Entendendo as características do título judicial e extrajudicial bem como as diferenças entre ambos, fica mais fácil definir qual opção tomar diante da necessidade de realizar uma execução de dívidas.

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