Você conhece as diferenças entre a cobrança extrajudicial e judicial?

A inadimplência é um problema comum para a maioria das empresas — a boa notícia é de que esse problema tem solução. Para receber o pagamento e recuperar o valor, muitas organizações recorrem à cobrança da dívida, seja feita de forma extrajudicial ou judicial.A cobrança é um direito do credor a partir do primeiro dia após a data de vencimento acordada. Mas saber como cobrar clientes ou outros devedores é essencial para garantir o bom relacionamento com eles.Pensando nisso, neste artigo abordaremos as diferenças entre a cobrança extrajudicial e a judicial para que você saiba o momento correto de utilizar cada uma delas e minimize os impactos da inadimplência. Confira!

Cobrança extrajudicial: o que é, vantagens e como é realizada

Diante do inadimplemento de uma dívida, a empresa credora ou a assessoria de cobrança contratada por ela tenta de forma extrajudicial (ou seja, sem a participação do judiciário) negociar o seu pagamento com o devedor.

Em outras palavras, a cobrança extrajudicial é realizada entre as partes sem a interferência de advogados ou do judiciário. A cobrança, nesse caso, pode ser feita por meio de cartas, ligações telefônicas, SMS, WhatsApp ou notificação de registro de débito.

Durante a cobrança extrajudicial, o credor ou a assessoria de cobrança tenta negociar a dívida para garantir o recebimento da mesma. Algumas táticas incluem negociação de parcelamentos, oferta de descontos nos juros ou extensão do prazo para pagamento.

A cobrança extrajudicial é chamada por muitos de cobrança amigável da dívida, uma vez que busca resolver a pendência sem estresse entre as partes. Por esse motivo, ela é comumente realizada antes da cobrança judicial.

Quais as vantagens da cobrança extrajudicial?

A cobrança extrajudicial oferece três benefícios principais, sendo:

  • Rapidez na recuperação do débito: processos judiciais podem demorar de meses a anos para serem concluídos e passarem por todas as instâncias. A cobrança extrajudicial, por sua vez, oferece um meio mais rápido de conquistar a recuperação do débito — quando realizada da maneira correta, um acordo entre credor e devedor pode ser firmado em horas, não anos;
  • Menos custos associados ao processo: além de demorados, processos judiciais tendem a ser custosos. Isso significa que, mesmo que conquiste a recuperação do débito, o valor recuperado pode ficar aquém do que a empresa esperava, devido aos honorários e demais custos envolvidos no processo judicial;
  • Menor desgaste do relacionamento: por último, processos judiciais causam desgaste entre as partes, o que pode ser prejudicial para a imagem e o caixa da empresa. Resolver as coisas amigavelmente fortalece o relacionamento entre as partes e abre as portas para a fidelização — algo importante em um mercado tão competitivo.

Como a cobrança extrajudicial é realizada?

Como já adiantamos, a cobrança extrajudicial pode ser feita contatando o devedor por qualquer meio, seja telefone, e-mail, carta ou outro. No entanto, para que seja eficaz, é preciso saber a abordagem correta para tratar com o devedor, uma vez que a cobrança vexatória é crime.

Ser educado e buscar entender a situação do devedor para fechar um acordo que seja bom para ambas as partes é fundamental. Muitas empresas terceirizam esse serviço para assessorias de cobrança, que, em geral, possuem profissionais treinados para fazer essa abordagem e um sistema que os ajude a controlar quando, onde e quem contatar.

O que é a cobrança judicial?

Não há dúvidas de que a cobrança extrajudicial é a melhor saída. No entanto, em alguns casos, pode ser necessário o acionamento da justiça, ou seja, a execução de uma cobrança judicial.

Por intermédio de advogados e pelo ajuizamento de uma ação de cobrança, a empresa ou a assessoria aciona o Judiciário para cobrar do devedor o pagamento da dívida.

A cobrança judicial é regida pelo novo Código Civil, que permitiu que a notificação do devedor fosse realizada por meio de carta com aviso de recebimento. Isso significa que o processo de notificação do devedor foi acelerado, uma vez que não há mais a necessidade que um Oficial de Justiça faça a notificação.

Nesse tipo de cobrança, toda a comunicação com o devedor é realizada pela justiça, e não pelo credor, deixando de existir o contato direto entre as partes.

Para saber mais sobre a cobrança judicial, você pode ler nosso post sobre a execução de dívidas.

Quando optar pela cobrança judicial?

A cobrança judicial é realizada após várias tentativas de recebimento dos valores em atraso pela via extrajudicial, visto que a execução de uma dívida por meios legais demanda tempo e incorre no pagamento de custos altos.

Não há regra para quantas tentativas devem ser realizadas, nem um prazo mínimo após o vencimento para que a cobrança judicial seja iniciada. Cabe aqui a avaliação da empresa sobre cada dívida e o perfil de cada devedor.

Mais uma vez, uma assessoria de cobrança poderá ajudar na avaliação, por se tratar de uma empresa especializada nesse tipo de processo.

Como acontece a cobrança judicial?

E você, já sabia diferenciar cobrança extrajudicial de judicial? Realiza esse tipo de atividade na sua empresa ou contratou uma empresa especializada? Compartilhe as suas experiências nos comentários!

Quando a ação de cobrança judicial é iniciada, o devedor é notificado pela Justiça e recebe um prazo para quitação da dívida ou indicação de bens como garantia. Caso não cumpra esse prazo, o juiz fará o levantamento dos bens do devedor que podem ser colocados em penhora e esses serão bloqueados até que a ação seja julgada.

Caso o juiz julgue como procedente, os bens são utilizados para quitar o saldo junto com o credor e o saldo restante é devolvido ao devedor.

A cobrança judicial ocorre por meio do bloqueio dos bens do credor e posterior comprovação da dívida pelo juiz. O devedor recebe um prazo para quitar a quantia e, caso não o faça, os bens bloqueados são utilizados para pagamento ao credor.

E você, já sabia diferenciar cobrança extrajudicial de judicial? Realiza esse tipo de atividade na sua empresa ou contratou uma empresa especializada? Compartilhe as suas experiências nos comentários!