Recuperação Judicial e Factoring: o que você precisa saber?

Recuperação judicial

O fomento mercantil é utilizado pelas empresas como forma de gerar capital de giro. Isso pode acontecer por diversos motivos: a empresa precisa comprar novos equipamentos ou material, precisa pagar suas contas mensais ou, até mesmo, está em recuperação judicial e precisa de uma força para passar pelo momento.

A recuperação judicial é um instrumento previsto em lei para ajudar empresas em crise a se reerguerem. Mas o que isso significa para sua factoring? Quais os riscos de fechar um contrato com uma empresa em recuperação judicial? Como reduzir os riscos à factoring?

Para saber a resposta dessas e outras perguntas, continue lendo nosso artigo!

O que é recuperação judicial?

Antes de falar como a recuperação judicial pode impactar a factoring, vamos explicamos o que ela é.

O instituto da concordata, estabelecido pelo Decreto-Lei 7.661, em 1945, foi renomeado e atualizado pela Lei 11.101, de 2005. Agora nomeado como recuperação judicial, o processo segue com os mesmos objetivos: ajudar empresas em estado de insolvência já instalado ou próximo a superar a situação de crise, mantendo a fonte produtora.

Para isso, a lei estabelece processos e procedimentos que devem ser tomados pela empresa com o objetivo de realizar a reorganização financeira, econômica e administrativa.

A recuperação judicial busca evitar que a empresa entre em processo de falência. Para ser apta a aderir ao processo, a empresa deve cumprir diversos requisitos, incluindo estar ativa há pelo menos dois anos, não ser falida e não ter solicitado a recuperação judicial há menos de cinco anos.

Além disso, a empresa deve cumprir diversos requisitos durante o processo, sob a pena de sofrer multas e embargos caso não o faça.

Benefícios da recuperação judicial para empresas

A recuperação judicial oferece diversos benefícios para empresas que se encontrarem em estado de insolvência. O primeiro deles é que um dos pontos da recuperação judicial inclui a renegociação das dívidas da empresa. Dessa forma, a organização consegue fazer o pagamento do passivo de forma diluída ou com deságio.

Além disso, a recuperação judicial possibilita a realização de acordos ou convenção coletiva de trabalho, como forma de analisar possíveis reduções na jornada ou formas de quitação das dívidas em folha de pagamento.

Por último, ao entrar em recuperação judicial, as dívidas da empresa ficam congeladas por 180 dias, evitando ações de execução de dívidas, que podem levar ao bloqueio de contas e penhora de bens.

Para empresas com muitas dívidas que querem continuar produzindo, a recuperação judicial é uma forma de se equilibrar novamente e voltar ao mercado, com respaldo na lei.

Por que empresas em recuperação judicial buscam as factorings?

O fomento mercantil beneficia empresas em diversas situações econômico-financeiras. No caso das organizações em recuperação judicial, ele pode servir como um aliado importante para superar o momento de crise.

Basicamente, o fomento mercantil permite à empresa:

  • Liberar seu tempo para gerenciar o negócio e cumprir os requisitos da recuperação;
  • Auxiliar no fluxo de caixa e no planejamento financeiro;
  • Ajudar a negociar melhores condições com os fornecedores;
  • Proteger contra a inadimplência de clientes em um momento tão delicado;
  • Gerar fluxo de caixa imediato, já que o dinheiro é liberado assim que os pedidos são faturados.

Gestão de risco na factoring: devo aceitar clientes em recuperação?

Como você já deve saber, a gestão de riscos é um dos fatores mais importantes para o sucesso de uma factoring. Isso porque, indiretamente, a empresa lida com vendas a prazo, que, por sua natureza, apresentam riscos ao recebedor.

No caso de uma organização em recuperação judicial, a factoring pode achar que os riscos são ainda maiores. No entanto, há alguns detalhes a se observar.

O não cumprimento das regras e requisitos de uma recuperação judicial traz muitos riscos à empresa, causando consequências drásticas que podem levar ao seu fechamento. Portanto, uma organização que optou pela recuperação, em teoria, está comprometida com a regularização de sua situação econômico-financeira.

Há de se notar também que, no processo de fomento mercantil, não será a empresa em recuperação que deverá a factoring, mas sim os clientes dela. Isso significa que não basta apenas avaliar o nível de risco da organização que vende as duplicatas, mas também das organizações para quem o produto ou serviço foi vendido.

Uma boa análise de risco, portanto, é essencial. Ela permite identificar a possibilidade de eventos adversos causados ​​por processos naturais ou eventos adversos causados ​​por atividades humanas maliciosas ou inadvertidas, evitando que a factoring sofra com as consequências negativas desses eventos.

Em outras palavras, a análise de riscos permite à factoring:

  • antecipar e reduzir o efeito de resultados prejudiciais de eventos adversos;
  • avaliar se os riscos potenciais de uma operação são contrabalançados por seus benefícios para auxiliar no processo de decisão;
  • planejar respostas para os eventos adversos.

Em suma, a análise de riscos ajudará a factoring a identificar os riscos potenciais de celebrar contrato com uma empresa em recuperação judicial, para que possa tomar uma decisão mais bem informada.

Como realizar a análise de riscos de empresas em recuperação?

Atualmente, para realizar uma análise de riscos eficaz, a factoring deve contar com um sistema automatizado, integrado com os principais bureaus de crédito.

O sistema automatiza o processo, reduzindo o tempo em que uma análise pode ser realizada, para que a factoring retorne aos seus potenciais parceiros em tempo hábil.

Além disso, a tecnologia libera tempo para que gestores na factoring possam pensar de maneira estratégica na prospecção e aceitação de novos clientes.

Para saber mais, conheça o DIFACT, o sistema para factorings da Decisão, e veja como ele pode ajudar na análise de riscos da sua factoring!

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